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Brasil precisa de programadores e não de "artistas digitais"

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De um tempo para cá vemos pipocar por todos os lados uma série de escolas de computação gráfica, desenho e pintura 3D que diz iniciar o estudante no mundo dos games. Então, meu caro amigo leitor, se você está estudando é melhor ouvir a verdade nua e crua: o Brasil precisa de programadores.

Você sabe pintar? Ótimo. Sabe moldar? Lindo. Agora você sabe fazer contas? Não? Sabe fazer aquele seu maravilhoso guerreiro bárbaro tridimensional andar, pular e ter gestos mais humanos? Não? Bom, então temos um problema.

Dá para contar nos dedos o número de estabelecimentos de ensino no Brasil que realmente levam a sério o currículo de produção de jogos eletrônicos. E certamente eles não apenas incluem desenhar e pintar; mas saber matemática e física.

Durante uma discussão nos bares da vida, um amigo me disse: “o Brasil vai ficar cheio de ‘Shigerus Miyamotos’, mas ninguém para dar vida a essas ideias”. Você concorda com isso? Se todo mundo quiser ser “artista digital” acontecerá com os games o mesmo que aconteceu com as histórias em quadrinhos.

Desenhistas digitais X Desenhistas analógicos

Teve uma época não muito distante que surgiram no país vários artistas de HQs talentosíssimos, desenhistas profissionais da mais alta qualidade. Eles desenhavam muito bem, mesmo! Um exemplo é Roger Cruz, que foi um dos meus ídolos na época.

Só que o erro era categórico: se você fosse pedisse a estes grandes artistas que criassem uma boa história, um problema se instalava. A maioria sabia desenhar, mas escrever, não. E fazer um roteiro, menos ainda.

Sei que não posso generalizar, pois existem alguns bons artistas e obras bacanas, mas convenhamos são menos de dez pessoas. No geral, o resultado das tentativas de se criar uma HQ interessante eram bastante medíocres. Assim, alguns foram chupar uns dólares na teta do Tio Sam desenhando para Marvel e DC Comics.

Portanto, sejam os dois!

Aprenda tudo o que puder sobre o mercado de games, programe, desenhe, pinte e crie seus aplicativos, porque isso está ficando cada vez mais fácil.

A Epic Games liberou o kit de desenvolvimento do Unreal para o iOS (sistema operacional do iPhone) na internet. É de graça! Você só paga royalties se criar algo revolucionário, vender esse produto e ganhar uma baita grana com downloads. Um dos games criados com o Unreal para mobile foi “Infinity Blade”, que rendeu mais de US$ 1,5 milhão em quatro dias na web.

Antigamente, se você quisesse criar jogos precisava comprar um kit de desenvolvimento caríssimo, instalá-lo em um super computador e fazer o game. Depois disso, viajar aos Estados Unidos e ver se alguma empresa tinha interesse em comprar.

Só que hoje você baixa o kit de desenvolvimento de graça! Cria, coloca na web e vende. A internet jogou 90% de toda a burocracia no lixo e fez regras muito mais simples. Basicamente se é bom, vende!

Quem quer comprar?

O mercado de telefones celulares e smartphones é um novo caminho para os games. Com isso, jogos são lançados e mercados mundiais estão se abrindo.

No Japão, por exemplo, onde o mercado de telefonia é extremamente fechado, competitivo e se paga por praticamente todos os aplicativos baixados, houve uma verdadeira revolução com a chegada do iPhone e suas ferramentas Open Source. Atualmente, pessoas de várias partes do mundo estão apostando suas fichas lá para ganhar um troco.

Uma das empresas que admiro é a francesa Alt+Shift que montou um estúdio com apenas quatro ou cinco amigos/sócios/profissionais e, agora, estão programando e colocando seus jogos no mercado.

Por isso o que você está esperando? Crie alguma coisa já! Esse é o seu momento de brilhar! Vire um profissional e não se transforme em apenas um “artista digital” como tantos outros engrossando a fila dos desempregados sem talento do futuro. A hora é agora!

Renato Siqueira é jornalista especializado em game atuante da área há 10 anos. Já trabalhou para a diversas revistas sites relacionados ao tema. Adora jogar e torce para o mercado crescer ainda mais. Quer saber mais, então leia o blog Penpas.

17 de December de 2010 às 18:07


Procon SP cria site especial

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Na última quinta-feira (21), a Fundação Procon de São Paulo lançou um novo canal de atendimento em seu site, no qual é possível enviar reclamações a respeito de compras feitas pela internet. A nova opção de atendimento, no entanto, é exclusivamente voltada para quem contratou um serviço pela rede – ou seja, não adianta reclamar se você comprou em uma loja e somente acompanhou o pedido pela web.

Uma vez que o consumidor residente em São Paulo entra no site do Procon e encaminhou sua reclamação, um técnico da Fundação fará a análise dela e esclarecerá as dúvidas do consumidor por email. Nessa mensagem, o técnico chamará a atenção para eventuais documentos que precisem ser entregues ao Procon, assim como outros dados.

No final do processo, a empresa prestadora do serviço será notificada acerca das demandas registradas pelos consumidores por meio da Carta de Informação Preliminar (CIP), que será enviada eletronicamente. Se não houver solução para o caso nessa fase preliminar, será instaurado um processo administrativo e a demanda será tratada da mesma forma que reclamações de outros gêneros.

Segundo o Procon, ainda não há informações sobre a eficácia deste novo método de atendimento, porém esses dados serão mostrados no relatório anual do órgão, disponível em março de 2011 – quando o balanço específico deste tipo de atendimento estiver pronto.

23 de October de 2010 às 23:16


Ação na web derruba sites da indústria da música e do cinema

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Ataques coordenados contra websites das indústrias da música e do cinema, segundo o jornal britânico Daily Telegraph. Os ataques tiraram temporariamente do ar os sites da Motion Picture Association of America (MPAA) e da Recording Industry Association of America (RIAA). Os ativistas anônimos anunciaram seus planos no site de mensagens 4chan.

Segundo relatos, os ataques seriam uma retaliação a ações adotadas por essas indústrias contra sites ilegais de compartilhamento de arquivos de música e filmes. O grupo declarou que vai continuar a atacar outros sites e o próximo alvo seria o site da British Phonographic Industry (BPI).

Avalanche de informação
A ação dos militantes, batizada de "Operation payback", (em tradução livre, operação de vingança), teria sido provocada por uma declaração feita pela empresa indiana de softwares Aiplex no jornal Sydney Morning Herald.

A empresa disse ao jornal que tinha lançado, em nome da indústria cinematográfica, ataques cibernéticos contra sites que hospedam filmes pirateados, em particular o Pirate Bay. Segundo a Aiplex, o método usado nos ataques havia sido o ataque de negação de serviço, ou Distributed Denial of Service (DDoS), no qual um site é bombardeado por pedidos de páginas, o que faz com ele saia do ar.

O método também foi usado para tirar o site da Aiplex e de outras organizações do ar. "Nós os tiramos do ar da mesma forma como eles tiraram o Pirate Bay do ar. Eles bateram primeiro, mas nós batemos com mais força", disse o grupo em uma mensagem publicada na rede.

O grupo aconselhou seus membros a baixar programas que ajudam a inundar servidores com informação para atacar os sites. Porta-vozes da Aiplex e MPAA confirmaram os ataques. A BPI, cujo site seria o próximo alvo na mira dos militantes, não quis comentar o assunto.

Há alguns meses, um grupo similar - e que também seria coordenado por meio do site 4chan - bloqueou temporariamente o acesso a importantes sites do governo australiano em protesto contra planos de introduzir filtros na internet da Austrália.

21 de September de 2010 às 19:15


Teoria alarmista do IPcalipse causa barulho ao repetir fórmula do bug do milênio

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Prepare-se, internauta. No mesmo clima do bug do milênio, é bem provável que você ouça nos próximos meses uma história de que, em breve, a internet não estará preparada para a grande quantidade de novos usuários sedentos por conexão. Segundo essa teoria (da conspiração?), o número de máquinas que pode se conectar à web estaria chegando ao fim: o universo virtual, então, fecharia suas portas aos novos usuários que, atrasados para a grande festa online, não teriam mais como participar dela. A teoria tem até nome – IPcalipse – e não é totalmente absurda. Mas o IPcalipse não causará estragos e, assim como o bug do milênio, entrará para a história como mais um caso de “muito barulho por nada”.

O IPCalipse, um trocadilho com apocalipse do IP, consiste no fim de endereços válidos de protocolo de internet -- todo computador ou dispositivo móvel conectado à rede precisa de uma identificação dessas, atualmente composta por números, para navegar. O IPv4, atual padrão de endereçamento da rede, é limitado a pouco mais de 4 bilhões de endereços IP e, por isso, já era previsível que seu reinado chegaria ao fim.

Esse não é um problema para o usuário comum, mas sim para provedores de acesso e de conteúdo, que devem passar por um processo de atualização de tecnologia.

“Se algo não for feito, o crescimento da internet no mundo pode ficar comprometido”, afirmou Antônio Moreiras, coordenador de Projetos do Ceptro.br (Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologias de Redes e Operações) – órgão ligado ao CGI (Comitê Gestor da Internet), responsável pela distribuição de endereços para acesso à web no Brasil. Segundo Moreiras, há apenas 5% dos 4 bilhões de IPs disponíveis, que devem acabar nos próximos dois ou três anos.

“Isso [a saturação de IPs] está acontecendo, pois, inicialmente, a rede não foi pensada em algo aberto para todas as pessoas”, afirmou. A internet foi criada na década de 80 para fins militares e acadêmicos.

Solução

A solução para o esgotamento de endereços IP já existe, mas ainda é usada por poucas empresas: é o IPv6 – uma evolução do IPv4. A primeira diferença entre esses padrões é a disponibilidade de endereços. Enquanto o IPv4 permite até quase 4,3 bilhões (o número exato é 2 elevado a 32), o IPv6 fornece até 3,4x1038 (o número exato é 2 elevado a 128). Sem contar que o endereço IPv6 tem caracteres hexadecimais, ou seja, os endereços de internet do futuro também terão letras. Por exemplo: um endereço IPv4 tem a seguinte estrutura “192.168.5.8”. Já o IPv6, “1080:0:0:0:8:800:200D:310A”.

Outra característica do protocolo é que pelo grande número de possibilidades de endereços, o IPv6 vai permitir que cada eletrodoméstico de uma casa possa se conectar à internet.

De acordo com Eduardo Parajo, da Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet) já existe uma movimentação para que as empresas do ramo migrem para o IPv6, até pela importância da causa. “Tem muito mais gente que não tem internet no Brasil do que usuário com acesso à rede. Logo, é de interesse das empresas trabalharem nesse processo de migração.” Ele disse ainda que várias companhias no Brasil estão estudando e trabalhando na formação de pessoas para a implantação da tecnologia.

Atualmente, o Google já ativou o IPv6 em vários de seus produtos como busca, e-mail e no YouTube. Facebook, Yahoo e Microsoft estão fazendo testes com a tecnologia.

Sou usuário, o que devo fazer?

O internauta não precisa fazer nada. Tanto o que já tem internet como o que quer ter acesso não deverá se preocupar com esse processo de migração do IPv4 para o IPv6. O motivo é que sistemas operacionais Windows, a partir do Windows XP, distribuições Linux e máquinas com sistema Apple já suportam a tecnologia.

A única mudança consiste no fato de que, com o IPv6, ele não receberá mais um IP dinâmico (que pode ser alterado pelo provedor de acesso a cada conexão), mas vários endereços fixos para poder se conectar à internet com seu computador e outros itens como, por exemplo, a televisão. Isso pode fazer com que o usuário tenha uma espécie de identidade na rede, explica Parajo, da Abranet.

16 de August de 2010 às 14:16


Foto de Ailison Rocha de Carvalho

Ailison Carvalho

Tenho 21 anos, moro em São Paulo e sou programador web. Me formei no final do ano 2009 no curso superior em tecnologia de sistemas para internet na faculdade FIAP em São Paulo - SP.

Aprendi a programar algumas linguagens para a web porém atualmente tenho maior experiência e preferência em programar PHP e Ruby on Rails com JavaScript, Ajax, biblioteca JQuery, XHTML e CSS.

Tenho boas noções de design para a web, costumo usar ferramentas como o PhotoShop, Fireworks, Flash e até mesmo 3Ds Max que é um software de desenvolvimento de animações e imagens 3D que estudo afim de desenvolver imagens fotorealísticas.

Gosto de novas tecnologias, principalmente quando são voltadas para web, que facilitem o meu trabalho e contribuam para uma melhor usabilidade.


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